Beatriz Menzani Correa 30/08/2026
O Hospital Padre Albino realizou neste sábado, 29 de agosto, um procedimento de captação de órgãos para doação. O doador, de 62 anos e morador de Catanduva, havia manifestado ainda em vida à família o desejo de ser doador, vontade que foi respeitada por seus familiares neste momento.
Foram captados os rins e os ossos. Os tecidos ósseos serão encaminhados ao Banco de Ossos de Marília, enquanto os rins seguirão para a Organização de Procura de Órgãos (OPO), responsável por dar continuidade ao processo de doação e encaminhamento dos órgãos para transplante.
Para a médica cirurgiã do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Wellen Cristina Canesin, a decisão da família representa um gesto de solidariedade e também de respeito à vontade manifestada pelo ente querido ainda em vida. “É um ato solidário da família, que, mesmo em um momento tão delicado, conseguiu atender ao desejo que ele havia expressado em vida: o desejo de doar órgãos e ajudar outras pessoas”, destaca.
A enfermeira da Fundação Padre Albino, Juliana Dias, reforça a importância de conversar sobre a doação de órgãos com os familiares. No Brasil, a doação somente pode ser realizada mediante autorização da família, tornando fundamental que o desejo de ser doador seja manifestado ainda em vida. “É muito importante que as pessoas conversem com seus familiares e expressem esse desejo. Como a autorização para a doação depende da família, saber qual era a vontade do ente querido pode trazer mais segurança para esse momento e permitir que seu desejo seja respeitado”, explica Juliana.
Setembro Verde
A captação realizada pelo Hospital Padre Albino acontece às vésperas do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos. A campanha reforça a importância de falar sobre o assunto e, principalmente, comunicar à família o desejo de ser doador. A doação de órgãos representa a possibilidade de transformar e salvar vidas. Por trás de cada procedimento, existe uma decisão que pode oferecer uma nova oportunidade a pessoas que aguardam por um transplante.
Ao respeitar o desejo manifestado em vida pelo paciente, a família transforma um momento de despedida em um gesto de solidariedade, esperança e vida para outras pessoas.