Fundação Padre Albino
Eric Ribeiro 10/06/2026

A vacinação infantil é considerada uma das medidas de saúde pública mais importantes e eficazes para proteger crianças contra doenças graves, reduzir complicações futuras e evitar mortes. Desde os primeiros dias de vida, as vacinas ajudam o organismo dos pequenos a desenvolver defesa contra vírus e bactérias que podem causar sequelas permanentes e até levar ao óbito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 e 3 milhões de mortes todos os anos em todo o mundo. Doenças que no passado provocavam epidemias devastadoras, como poliomielite, sarampo, difteria e tétano, hoje estão controladas graças às campanhas de imunização realizadas em diversos países.
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, é reconhecido internacionalmente como um dos mais completos do mundo, oferecendo gratuitamente vacinas essenciais para crianças desde os primeiros dias de vida. O calendário vacinal infantil protege contra doenças graves e potencialmente fatais, como hepatite B, tuberculose, meningite, coqueluche, poliomielite, rotavírus, febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola.
Segundo a pediatra do Padre Albino Saúde/PAS, Dra. Laryssa Vivi Carniello Pivotto, acompanhar corretamente o calendário de vacinação é indispensável para garantir o crescimento saudável e a proteção das crianças. “Logo após o nascimento, ainda na maternidade, o bebê já recebe as primeiras vacinas, como a BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, e a Hepatite B. Aos 2 meses, começam outras vacinas importantes, como Pentavalente, VIP (Poliomielite Inativada), Pneumocócica e Rotavírus. Aos 3 meses, é aplicada a vacina Meningocócica C, fundamental na prevenção da meningite. Já aos 4 meses, a criança recebe novas doses de reforço das vacinas Pentavalente, VIP, Pneumocócica e Rotavírus. Aos 5 meses, mais uma dose da Meningocócica. Aos 6 meses, o calendário prevê reforços importantes e o início da vacinação contra a Influenza, indicada anualmente. Entre 9 meses e 1 ano de idade, entram vacinas fundamentais como Febre Amarela, Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, além dos reforços contra meningite e pneumonia. Aos 15 meses a criança recebe a vacina Tetraviral, reforços da DTP e poliomielite, fortalecendo ainda mais a proteção do organismo”, destaca.
A pediatra também reforça que novas vacinas vêm sendo incorporadas ao calendário infantil para ampliar ainda mais a proteção das crianças. “Um exemplo é a Pneumocócica 20, que será incluída gradativamente nas rotinas de vacinação para substituir as versões 10 e 13. Ela oferece proteção contra 20 tipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças graves como meningite, pneumonia, sinusite e otite”, explica.
Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que a mortalidade infantil no mundo caiu significativamente nas últimas décadas e a vacinação teve papel fundamental nesse avanço. Por isso, seguir corretamente o calendário vacinal é essencial não apenas para proteger a saúde da criança, mas também de toda a população, principalmente das pessoas que não podem receber vacinas por questões médicas.
Foto: Divulgação PAS/Magnific
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