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UNIFIPA é homologada no Inova SUS Digital com projeto de IA para reprodução assistida

 Luiz Felicio Chaves     08/05/2026

O Centro Universitário Padre Albino/UNIFIPA foi homologado como instituição habilitada no Laboratório Inova SUS Digital, iniciativa coordenada pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde. A homologação do resultado final foi publicada no último dia 29 de abril, após análise do Edital nº 1/2026, que selecionou soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta apresentada pela UNIFIPA é o projeto SpermaVision IA, sistema de suporte à decisão clínica baseado em Inteligência Artificial, Visão Computacional e Deep Learning. A tecnologia foi desenvolvida para auxiliar na seleção não invasiva de espermatozoides em procedimentos de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), técnica amplamente utilizada em tratamentos de fertilização assistida.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a ferramenta busca ampliar a precisão clínica nos procedimentos reprodutivos realizados pelo SUS, reduzindo custos e contribuindo para melhores desfechos terapêuticos. O sistema também foi concebido para funcionar de forma integrada aos equipamentos já existentes nas unidades de saúde, sem exigir substituição de microscópios ou aquisição de estruturas adicionais.

O projeto foi apresentado pelo coordenador do curso de Biomedicina da UNIFIPA, Prof. Dr. Daniel Henrique Gonçalves e pelo professor Lucas Azevedo. Daniel é doutor pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e delegado do Conselho Regional de Biomedicina da 1ª Região (CRBM-1).

De acordo com o Ministério da Saúde, o Laboratório Inova SUS Digital foi estruturado para identificar e validar soluções tecnológicas capazes de ampliar a eficiência e a interoperabilidade dos serviços públicos de saúde. Entre os critérios avaliados estiveram a integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), compatibilidade com o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e adequação às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os desenvolvedores afirmam que o sistema foi projetado para operar dentro desses padrões nacionais de interoperabilidade, garantindo segurança e rastreabilidade das informações clínicas. A iniciativa também utiliza conhecimentos adquiridos em projetos anteriores da instituição, como o “OSCE em Biomedicina”, finalista do Prêmio Inovativos.

Para os pesquisadores envolvidos, a homologação representa avanço para a inserção do interior paulista em projetos de saúde digital e biotecnologia aplicada. A expectativa é que a aprovação permita novas etapas de prospecção junto aos programas federais “Agora Tem Especialistas” e “SUS Digital”, ampliando possibilidades de financiamento e implementação da tecnologia em larga escala.

Daniel Henrique Gonçalves destacou ainda o papel da tecnologia na medicina contemporânea. Segundo ele, “a medicina do século XXI não permite mais que decisões críticas sejam tomadas apenas com base na subjetividade humana”. O pesquisador acrescentou que a Inteligência Artificial pode atuar como “extensão dos sentidos humanos”, oferecendo maior precisão em análises clínicas complexas.

Com a homologação, Catanduva passa a integrar o cenário nacional de desenvolvimento de soluções em saúde digital voltadas ao SUS, reforçando a atuação acadêmica e científica da UNIFIPA em pesquisas de inovação aplicada à saúde pública e medicina de precisão.


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